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7.6.12

MAD MEN no mundo plástico de BARBIE & KEN


©MICHAEL WILLIAMS/MYLIFEINPLASTIC.COM

É um desafio encontrar algum designer ou publicitário que não curta o seriado MAD MAN. Duvido. Para quem não conhece, a divertida trama acompanha a evolução de uma agência de publicidade na Madison Avenue (NY), começando nos anos 60 ao melhor estilo "James-marido-da-feiticeira-Samantha", protagonizada pelo irresistível diretor de criação Don Draper (Joe Hamm) e suas apresentações de campanhas para os clientes, munido de pranchas-layout desenhadas à mão.


Ao longo das  temporadas que atravessam a década até chegar aos anos 70, acompanhamos sócios-diretores, redatores, atendimentos, secretárias, clientes e é claro, as esposas. Entre drinks e cigarros, casamentos acabam, a agência entra em crise, cresce e muda de nome. Mas o mais bacana é a produção com reconstituições de época bem cuidadissimas: figurinos, cenários, referências históricas e até detalhes de objetos de cena, como o suprimento de fitas de máquina de escrever vistos de relance dentro da gaveta da redatora Peggy Olson (Elisabeth Moss).

Em plena 5ª temporada do seriado, Michael Williams lança o divertido ensaio fotográfico "My Life in Plastic" de 2012: uma paródia dos personagens de MAD MAN, compostos com requintes nos figurinos, adereços, cenários e objetos de cena em miniatura. O engraçado é que ele acompanha o estilo na evolução dos personagens. O senso de humor fica por conta do descritivo do kit que acompanha cada um, sintonizado com as cenas da temporada. Com direito ao Zou Bisou Bisou de Megan Draper (Jessica Paré) e tudo: um charme.


Em 2010, depois da quarta temporada, a Mattel fez uma jogada de marketing lançado uma série premium de quatro bonecas Barbie & Ken caracterizados como personagens de Mad Man, dentro da linha Barbie Fashion Model Collection: Don e Betty Draper, Sterling e a ruivíssima Joan (saiba mais). Cada boneca saía em torno de U$ 75, com a perfeição plastificada típica do "mundo Barbie" glamourosamente personificada por Betty e seu estilo à la Grace Kelly. Hoje (junho de 2012), o Don Draper da linha pode ser encontrado no site por U$ 55. 

Abaixo, a versão original 2010 Barbie & Ken de "Mad Men" da Mattel:
Joan Holloway, Roger Sterling, Don Draper and Betty Draper

Dois anos depois, Michael Williams dá um “boost” 2012 na coleção, acrescentando bonecos e colocando sal-e-pimenta na iniciativa Mattel. Na paródia, Betty é Sra. Francis e gorducha, e não dispensa o spray de chantilly. Já Pete Campbell, o inseguro e ambicioso sócio-júnior agarra-se ao "mimo" de seu cliente, um par de skis. Joan, a ruiva-secretária-executiva fatal, surge dignamente com seu bebê. Se você assiste, saberá do que estou falando!


A versão de "My Life in Plastic"(veja o slideshow aqui), de Michael Williams - dedicado a clicar outros editorais fashion com as bonecas - é bem mais bacana que os colecionáveis Mattel, mas tem um defeitinho: até onde sabemos, não está à venda. 
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Michael Williams' www.mylifeofplastic.com

4.3.09

CALEIDOSCÓPIO


Olhar uma bela imagem.
"CALEIDOSCÓPIO" deriva das palavras gregas
καλός
(kalos)="belo, bonito",
είδος (eidos)="imagem, figura", e
σκοπέω
(scopeο)= "olhar (para), observar".
CaLEidOScÓPiOS VIRTUAIS PARA BRINCAR (links mais abaixo...)

Simetria reflexiva. Quando criança me fascinava com caleidoscópios. Um deles tinha pequenos pedaços de vidro colorido que faziam barulhinhos cristalinos e lindos de ouvir, acompanhando as mandalas numa surpresa infinita, como sinos de vento. Que lisérgico.

Um dia ganhei um kit de ótica, daqueles tipo pequeno cientista. Não acreditava o quanto aquela viagem num tubinho podia ser tão fácil de fabricar, até de forma caseira. Fora todas aquelas noções de física empírica intuídas na brincadeira. De onde teria saído isso?




Em 1791, sem kit nenhum, um garoto-prodígio de 10 anos de idade, (futuro) Sir David Brewster, escocês e sagitariano (meu signo!), construía sozinho um telescópio. Em 1816, aos 35, inventaria nosso encantador brinquedinho, o caleidoscópio, após fértil dedicação ao estudo da ótica e ao desenvolvimento de intrumentos científicos, publicados em um de seus livros, "Um Tratado Sobre Novos Instrumentos Filosóficos".

Qualquer fotógrafo hoje sabe o que são um filtro polarizador, ou um fresnel (nome de um outro físico). Todos já viram, pelo menos no cinema, aquele gigantesco vidro de lentes poligonais ampliando ao longe a luz dos faróis modernos. Estas são algumas das grandes contribuições daquele tal David, um garoto curioso que, quando cresceu, acabou inventando mais "brinquedos": o estereoscópio lenticular, a câmera binocular (da estereografia - vai fundo! Red and violet: the impact of Brewster stereoscopy), polarimetro - além de descobertas úteis para aplicações práticas como fibras óticas, lasers...

Este cartão montado de estereografia colorido à mão, mostrandoSir David Brewster e seu Estereovisor de Brewer foi publicado por London Stereoscopic Company e vendido por sua loja de New York em torno de 1820. Reprodução cortesia de T.K. Treadwell, Institute for Photographic Research, Texas, USA.



eu pergunto: como é que dava tempo ??!

Conheça algo mais sobre visão da luz ao longo da história neste ensaio gostoso de ler: desde os filósofos gregos da Antiguidade e passando por Kepler, Galileu, Descartes, Newton...
CRONICA DA ÓTICA CLÁSSICA
Bassalo, J. 2008 Nov 4. Caderno Brasileiro de Ensino de Física [Online]

CaLEidOScÓPiOS VIRTUAIS


Você também pode brincar de caleidoscópio.
Para se divertir nos momenos de tédio ou praticar suas habilidades como "pintor de mouse".
Já que Sir Brewster (o inventor do caleidoscópio) insiste...

Chame as crianças, elas também vão gostar!
Há vários caleidoscópios interativos na rede, aí vão alguns:

1- My Oats
2- DToy vs Byokal
3- Kaleidoscope Painter
4- Floco de Neve (no centro)

1.3.09

Never Mind The Pollock: just play him!


ou "Como brincar de Pollock por 1 dia"

Brinque de Pollock pintando com o mouse clicando AQUI. Uma dica: cada clique troca a cor e a rapidez muda a intensidade. Também dá para baixar uma versão para o iPhone. Use a intuição e DIVIRTA-SE... !

Jackson Pollock (1912-1956), artista americano representante do Expressionismo Abstrato, disse certa vez: "Quando estou em minha pintura, não tenho consciência do que estou fazendo". Pollock, que fez terapia junguiana, explorava em seu trabalho a espontaneidade de gestos, abolindo o cavalete e preferindo esticar a tela no chão, enquanto improvisava efeitos de respingos de tinta como expressão pessoal do próprio ritmo. "Antes da ação, não há nada: nem um sujeito, nem um objeto." - dizia; " Quero expressar meus sentimentos mais do que ilustrá-los"..."não há acaso, assim como não há começo meio e fim".

Sua técnica de pintura recebeu o nome de "Action Painting" (Pintura em Movimento) do crítico Harold Rosenberg, em 1952.
Irriquieto e temperamental, Pollock teve a carreira impulsionada pela esposa e também artista Lee Krasner, mas tinha problemas de alcoolismo e acabou morrendo cedo, aos 44 anos num acidente de carro. O filme biográfico "Pollock" (2000) dirigido pelo ator Ed Harris, que faz o próprio, é bem legal para saber mais sobre ele. Abaixo, o verdadeiro Pollock em ação.